
Investigação aponta articulação de integrantes em pelo menos cinco estados e possíveis planos envolvendo edifícios dos Três Poderes
Um grupo com integrantes espalhados por pelo menos cinco estados brasileiros teria se organizado por meio das redes sociais para planejar possíveis atentados durante o processo eleitoral. As informações indicam que os suspeitos discutiam ações contra prédios públicos e avaliavam possíveis alvos em Brasília.
De acordo com o relato da investigação, um dos integrantes foi localizado pela polícia em sua residência, na cidade de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Nas comunicações atribuídas ao grupo, realizadas em ambientes restritos da internet, incluindo espaços associados à chamada deep web, os suspeitos teriam feito referências à fabricação de explosivos e à estrutura de edifícios públicos, entre eles ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação também aponta que uma planta baixa do Palácio do Planalto teria sido compartilhada entre os participantes. O edifício seria uma das possibilidades consideradas como alvo, enquanto os integrantes ainda discutiam qual seria o principal objetivo de uma eventual ação.
POSSÍVEL ATAQUE DURANTE ENCONTRO POLÍTICO
Outra linha investigativa mencionada envolve a possibilidade de um ataque durante um encontro entre os dois candidatos que chegassem ao segundo turno da eleição presidencial, previsto para outubro.
O planejamento também teria ramificações ou referências a integrantes nos estados do Paraná e de Santa Catarina, o que reforça a necessidade de apurar a extensão da articulação e o possível envolvimento de pessoas em diferentes regiões do país.
As informações disponíveis não permitem concluir, por si só, que todos os planos discutidos tenham sido efetivamente executados ou que todos os mencionados nas comunicações tenham participado de uma tentativa concreta de atentado.
O caso exige investigação rigorosa das autoridades para esclarecer a dimensão do grupo, identificar os envolvidos e verificar a existência de ameaças reais à segurança pública e às instituições democráticas.
Fonte: informações da investigação — PCDF.
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